quarta-feira, 15 de julho de 2015

Densas trevas.

         DENSAS TREVAS.      

Hoje não é um daqueles dias alegres, definitivamente não é um daqueles dias em que a felicidade está transbordando pelos cantos dos lábios, definitivamente não é.
Hoje é um daqueles dias horrendos, dias de densas trevas e céu fechado, dia de tempestade, dia em que o silêncio dói mais que uma faca cravada no peito.
Hoje o dia não amanheceu, está escuro lá fora, está escuro aqui dentro também, tem uma tempestade lá fora e outra maior ainda aqui dentro, grande nuvens cobrindo tudo.
A gaiola da alma está destrancada, e o pássaro da vida de asas compridas querendo voar, essa é a única liberdade que não deve ser respeitada, que deve ser impedida.
Dias tristes não deveriam de existir, mas enfim, eles existem, não há como evita-los.
Hoje eu não chorei, pelo simples motivo de não ter mais lágrimas nos olhos, hoje eu também não gritei, pelo simples fato de ter perdido a voz, o monstro do medo que dorme dentro de mim acordou agora.
Hoje vejo as coisas como um cego às vê, meus olhos desistiram de enxergar, meus lábios se negam a sorrir, meu coração não quer mais acreditar em nada e minha alma se escondeu de mim.
Talvez eu seja fraco sim,
Inútil sim,
Inconsequente sim,
Medroso também.

Talvez eu seja um simples ser humano de verdade, em toda a sua essência verdadeira, na deficiência de querer viver, apenas perdoe-me, só isso e nada mais. 

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